Filosofia

1. Conceitos básicos

1.1. Filosofia

 

Filosofia (do grego, philos = amigo ou amante e sophia = conhecimento ou saber) indica amor pela sabedoria, condição experimentada apenas pelo ser humano. Acredita-se que a palavra foi cunhada pelo filósofo grego Pitágoras (580? 572? a. C. – 500 ou 490 a.C.). Para Platão (428 ou 427 a.C. – 347 a.C.), outro filósofo grego, a Filosofia se resume na capacidade que tem o homem de utilizar o saber em benefício próprio. Argumentava, então:

 

De nada serviria possuir a capacidade de transformar pedras em ouro a quem não soubesse utilizar o ouro, de nada serviria uma ciência que tornasse imortal a quem não soubesse utilizar a imortalidade, e assim por diante. É necessária, portanto, uma ciência em que coincidam fazer e saber utilizar o que é feito, e essa ciência é a Filosofia. (1)

 

Em consequência, a Filosofia propicia:

1) a aquisição de conhecimento válido e aplicável a determinada situação ou contexto;

2) o uso do conhecimento em benefício do progresso humano. Para tanto, os estudos filosóficos devem conduzir à reflexão que amplie a visão do mundo, a sabedoria de vida, a concepção racional do universo.

Daí a Filosofia ser entendida como “O processo único que ilumina a ignorância e a transforma em relativa sabedoria.” (2)

 

Filósofo

 

É alguém que ama o conhecimento; que gosta de estudar, de saber, movido pela consciência da ignorância inerente à condição humana. Pode-se dizer também que é alguém que investiga princípios, fundamentos ou a essência da realidade circundante.

 

Metafísica

 

Também conhecida como a ciência primeira, é o alicerce da Filosofia, pois estuda os princípios de todas as ciências. Tendo como base a teoria geral do conhecimento (gnosiologia), a metafísica classifica o conhecimento em:

 

a) Deus (teologia);

b) ser (ontologia);

c) universo (cosmologia);

d) homem (antropologia)

e) valores (axiologia).

 

A Gnosiologia procura entender a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, em função do sujeito cognoscente, ou seja, daquele que conhece o objeto. Por outro lado, a validação do conhecimento é fornecida pela Epistemologia, que se refere ao estudo do conhecimento relativo ao campo de uma pesquisa, em cada ramo da Ciência.

 

No estudo sobre Deus surge a Teologia que, por definição, significa o “estudo, discurso ou pregação que trate de Deus ou das coisas divinas”.

Cada religião tem a sua teologia, de acordo com a interpretação dos seus mestres.

Os dogmas, os cultos externos e rituais, presentes nas teologias, costumam restringir o conhecimento religioso.

A Ontologia trata de questões relacionadas ao Espírito e à sua evolução. A Cosmologia estuda o mundo e o Universo.

A Antropologia é o estudo sistemático dos conhecimentos que se tem a respeito do homem, do ponto de vista de raça, herança biológica, características culturais e étnicas.

A Axiologia abrange as concepções sobre os valores, estética, ética e moral.

 

(1). ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. Tradução de Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 442.

 

(2). MARCOS, Manoel Pelicas, S. A filosofia espírita e seus temas. 2. ed. São Paulo: FEESP, 1993, p. 17.

 

Marta Antunes de Oliveira Moura – Livro: Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita

Livro 5 – Filosofia e Ciência Espírita – FEB – Roteiro 2.

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